Acidente Airbus A320 da TAM - Congonhas - Politicando com o Impoliticável

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Cerca de uma hora após acontecer a colisão do avião da TAM nos arredores do aeroporto de Congonhas, chegou ao local do acidente o prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab e três horas depois, o governador do estado de São Paulo José Serra.

Lá, nem um nem o outro foi efetivamente tomar alguma providência - como por exemplo: ajudar na coordenação dos trabalhos no local do acidente ou servir como voluntário (difícil) - mas sim, aparecerem nos meios de comunicação e darem as explicações pré-fabricadas - algo como fazem os jogadores de futebol falando sobre qualquer jogo ("Vamos seguir as orientações do professor.") - com a frase: "Estaremos tomando as devidas providências".

Frases estas, não foram colocadas em prática... Sempre estão sendo necessárias investigações feitas pela mídia para que as autoridades brasileiras realmente tomem alguma providência.

E olha que até assim, as autoridades fazem promessas e não cumprem, como é o caso do prefeito Kassab que logo após a reportagem sobre a construção do "hotel" próximo ao aeroporto declarou que o mesmo seria demolido. Mas, que após alguns dias voltou atrás dizendo que a demolição do estabelecimento iria ser motivo de estudo da prefeitura.

O presidente Lula parece que após as vaias durante a abertura do Pan-Americano se deu conta da aprovação de seu governo junto a algumas pessoas e começou a falar menos e tomar decisões mais administrativas e menos eleitoreiras em comparação aos seus companheiros de profissão (políticos) paulistas, enviando representantes seus, entre eles um comandante da aeronáutica, para o local do acidente com o objetivo de colher as primeiras informações. Alguns reclamaram da sua demora em fazer um pronunciamento oficial, porém, tal pronunciamento veio com medidas (poucas em relação ao necessário) porém concretas.

Espero que os nossos políticos não achem mais que o eleitorado é o mesmo de alguns anos atrás que recebem como positivas iniciativas de aparições eleitoreiras nos momentos de desespero alheio para propagar a própria imagem.

As vítimas, seus parentes e os próprios usuários do sistema aéreo brasileiro merecem mais respeito por parte de seus governantes que fazem uso destes acontecimentos para fazer palanques improvisados montados em cima de acontecimentos trágicos como este.

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