CPMF e a Carga Tributária Brasileira

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Muito se fala sobre a tentativa de prolongação do imposto da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras) criada pelo governo para financiar a sempre fragilisada saúde pública brasileira. Embora hoje a aplicação total e direta não esteja sendo utilizada exatamente para uso exclusivo na saúde. Porém, para o governo, a aplicação destes recursos em outras frentes de investimento como alimentação e melhoria de uma forma geral na qualidade de vida das pessoas seja considerada prevenção de doenças. Sendo assim, estas aplicações também são consideradas por ele (governo), aplicação na saúde (onde de forma indireta isto é verdade).

Hoje, a maior parte das pessoas são contra a prorrogação da CPMF, ou seja, querem a extinção total da mesma. Porém, tenho uma opinião diferente em relação a isto. Não quero entrar no mérito do valor da porcentagem sobre as movimentações que o imposto leva dos nossos bolsos. Não quero discutir neste post se o valor é alto ou baixo, se deve ser aplicado na saúde (que na minha opinião é uma das áreas que sempre necessitou de um maior empenho dos governos estaduais e do federal) nem se o imposto deve ser dividido entre os estados, ou se deve ser todo para o governo federal.

O que eu queria falar aqui, é que para mim a CPMF deveria se tornar um imposto permanente. Isto porque o mesmo, é um dos impostos que o governo consegue ter mais controle em relação ao pagamento, ou seja, o imposto não consegue ser sonegado (até onde eu sei), é um tributo dos mais justos, pois quem ganha mais paga mais apesar de que será cobrada na mesma proporção de quem ganha menos. Para mim, sem dúvida nenhuma a CPMF é um dos impostos que deveria se tornar permanente.

Após ler todo este texto, a maior parte das pessoas devem estar indignadas, pois pagam uma carga tributária altíssima, uma das mais altas do mundo e não aguenta mais pagar impostos. E este é um ponto que eu concordo plenamente. Inclusive, gostaria de que houvessem nos comentários deste post, além de críticas sobre esta visão de prorrogação ou a permanência do imposto, houvessem sugestões sobre extinção ou redução de outras alíquotas de impostos do Brasil. Como por exemplo: Acho que o PIS, COFINS e CSLL deveriam ser unificados além de seu valor total ser reduzido por menos da metade do que é arrecadado, que o ISS e o ICMS também deveriam ser reduzidos de forma drástica. Sobre a CPMF pode-se sim, ser discutida uma redução de seu valor. Além do que, as contribuições deveriam ser recolhidas na sua totalidade, na fonte (na nota fiscal), principalmente para prestação de serviços. Pode-se sugerir também que impostos sobre alimentos deveriam ser reduzidos assim como os produtos produzidos internamente, deveriam ter seus impostos reduzidos e que os importados, dependendo, poderiam sofrer até aumento, para "forçar" setores como montadoras de automóveis produzissem mais peças de seus veículos em nosso país. Estes são exemplos de alterações que poderíamos ter.

Uma taxa que não é exatamente um imposto, mas que seu valor é controlado pelo poder público e que deveria sofrer uma baixa seria o setor de transportes públicos. E que o número de vereadores, deputados e senadores, poderia sim, sofrer uma queda em seu quadro, assim como a verba destinada a cada gabinete...

Espero que minha opinião sobre a CPMF esteja bem clara. E que ela em relação ao imposto em específico e a carga tributária brasileira não se confundam, apesar de que uma forma a outra. Deve-se reduzir sim a carga tributária brasileira, mas deve-se pensar, qual a melhor forma de se fazer isto.

REVISADO

Post dos Postes

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Faltando cerca de um ano para o início das eleições para vereadores e prefeitos, iremos começar aqui uma nova onda de posts. Falando sobre assuntos diretamente relacionados aos problemas das cidades que suas respectivas prefeituras deveriam resolver ou que ao menos não deveriam causar. Como é o caso do assunto deste post.

É incrível a quantidade de prefeitos e vereadores que não sabem que os postes de rua (que apesar de terem este nome) deveriam estar localizados dentro dos limites das calçadas e NUNCA na literalmente na rua.

Pesquisando na internet, pode-se encontrar algumas matérias e imagens referentes a este assunto.

  • São Paulo - SP - Trio


O legal é que no poste está escrito CUIDADO. Mas antes de conseguir ler o texto, é necessário enxergar o poste.
  • Ribeirão Preto - Poste Sinalizado
Neste caso, a prefeitura de Ribeirão Preto - SP, já vendo que a palavra CUIDADO utilizada na cidade de São Paulo não daria certo, pois letras brancas em um poste acinzentado talvez não dê muito certo. Nada melhor do que colocar uma fita própria para uso de trânsito indicar que ali há um poste na rua. Veja a notícia.







  • Florianópolis - SC
Uma sugestão para a companhia de trânsito de Floripa é colocar a placa da "Zona Azul" no poste, para que a placa possa ficar mais visível. Veja a notícia.

  • Governador Dix Sept Rosado - RN - Faixa de Trânsito

Veja que este poste tem sua utilidade, ele marca a divisão entre uma mão e outra de de carro. Sendo assim, caso um motorista perca o controle do veículo e invada a via contrária, o mesmo será contido pelo poste, evitando assim, um acidente gravíssimo nesta via movimentadíssima. Veja a notícia.


  • Botucatu - SP - Amarelado
Uma sugestão do que fazer com os postes no meio da rua vem de Botucatu. Lá eles de maneira consciente e diferentemente da cidade de São Paulo e Ribeirão Preto, andaram pintando os postes que encontram-se na rua. Acho que assim, fica mais fácil de visualizar o poste (ao invés de remove-lo). Veja reportagem.
  • Campinas - SP - Pior Aconteceu
De Campinas vem a notícia trágica de que uma destas obras primas feitas pelas prefeituras brasileiras pode ter ajudado a causar um acidente de trânsito. Veja reportagem.


  • Recife - PE - Quarteto Fantástico

De Recife - PE vem a imagem de uma rua com quatro postes no meio da rua. Nesta seqüencia de imagens, pode-se ver a dificuldade em transitar pelo local de carro. Veja notícia.

 

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