Terceiro Mandato

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Muito se critica sobre a criação do terceiro mandato para os cargos dos poderes executivos no Brasil (prefeito, governador, presidente) e com certeza este é o tipo de crítica que deve sim existir. Não pode-se defender a idéia de um terceiro mandato em nosso país, pois isto criaria uma acomodação maior ainda por parte dos eleitores brasileiros. E isto deixaria os eleitores menos interessados com a política do que já são, o que pioraria nossa situação já que hoje já não há tanta preocupação assim.

Para aqueles que estão preocupados com a possibilidade de uma tentativa de criação do terceiro mandato para a presidência de nosso país, podem ficar tranqüilos, pelo menos por enquanto, pois não há uma demonstração clara de interesse por parte do presidente Lula em tentar uma nova reeleição para presidente. O que houve mesmo, foi a oposição e a imprensa brasileira tentando colocar minhoca na cabeça da população. Até houve depois de tanto boato o caso de um deputado do PT tentando colocar em pauta esta questão, mas o mesmo foi barrado pelos próprios aliados.

A atual oposição no país já tentou derrubar as reeleições quando o presidente Lula estava para tentar o seu segundo mandato como presidente, porém, tanta crítica não adiantou de nada. A oposição alegava que o presidente Lula queria na verdade fazer uma espécie de cargo vitalício, claro, isto é um exagero. Até o ex presidente Fernando Henrique Cardoso criticou as reeleições. Tudo isto saiu nos meios de imprensa brasileira, porém, algo que foi pouco citado é que o mesmo FHC que estava reclamando sobre a reeleição de Lula foi quem criou em seu governo e também fez uso deste artifício para ficar mais quatro anos no poder. Inclusive, durante seu governo, houve várias denuncias de compra de votos dos parlamentares com o objetivo de conseguir aprovar esta emenda na constituição brasileira (isto não faz lembrar algo bem atual?).

Famosos Políticos

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A última eleição teve como uma de suas características a candidatura de vários famosos. Mas o pior não foi tanto a candidatura dos mesmos e sim, a vitória de alguns. Se já era sabido que o brasileiro não sabe votar, com a vitória destes famosos que fizeram com que alguns deputados -"celebridades" fossem eleitos sustentados não por propostas, não por ideologias, mas sim por simplesmente serem conhecidos na mídia, ou por serem destaques por qualquer outra coisa.

Em São Paulo, por exemplo, foram eleitos Clodovil e Frank Aguiar como Deputados Federais, mas como no Brasil temos eleições de dois em dois anos (o próximo será para Prefeitos e Vereadores), alguns famosos já anunciaram segundo o jornal Publi Metro do dia 8 de Outubro de 2007 a intenção de entrarem na vida política. Veja a lista segundo a publicação:

  • Ronaldo, ex-jogador de futebol (PPS)
  • Rafael Ilha, ex-cantor (PTB)
  • Marta, ex-jogadora de basquete (PTB)
  • Müller, ex-jogador de futebol (PTB)
  • Ovelha, cantor (PTB)
  • Ronaldo Esper, estilista (PTB)
  • Sergio Malandro, apresentador (PTB)
  • Lars Grael, iatista (PPS)
  • Renata Banhara, modelo (PTB)
Não vejo nenhum problema em algum destes, terem realmente ideal político, se candidatarem (ganhar é outra coisa). Mas espero que não sejam eleitos utilizando como trampolim a fama que cada um possui. Vamos analisar a idéia de cada um (que nem todos terão).

Não podemos deixar que nossas câmaras sejam confundidas com câmeras (entendeu), que nossas assembléias sejam confundidas com palcos, que nossos votos sejam confundidos com ingressos, que nossos cadernos políticos sejam confundidas com colunas sociais. Mas podemos e devemos exigir que sejam discutidas soluções para o futuro do país, estados e cidades e não soluções para problemas pessoais como aconteceu e ainda acontece no Senado ou para criticar problemas pessoais com companheiros de casa. Que os gabinetes não sejam confundidos com camarins. Que debater com a sociedade não seja confundido com tardes de autógrafos, nem pelos políticos, nem pelos eleitores.

Cuidado também com aqueles políticos que podem se candidatar a famosos.

Este é o segundo post que prepara os leitores do blog para as eleições do próximo ano.

Onde Estamos?

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Que a educação no Brasil está cada dia que passa pior, que somos subdesenvolvidos no ramo da educação, que falta investimentos na área, que falta vontade política e que a qualidade do ensino no Brasil e principalmente pública estão deixando muito a desejar e que a metodologia de aprovação está cada vez pior, todo mundo sabe.

Mas é impressionante (algumas coisas ainda me impressionam sobre a educação no Brasil) o resultado de uma pesquisa feita pelo Pulso Brasil (Ipsos) revela um dado muito curioso. A de que o brasileiro não sabe se localizar no mapa.

Não saber a localização de alguns estados brasileiros, para mim já está ficando bem comum. Em uma observação empírica, constatei que dificilmente há pessoas que conseguem dizer ao menos os nomes de todos os estados brasileiros. Ou dizer em que região do país encontram-se alguns destes estados. Perguntar a capital dos mesmos então, já desisti.

E o que mais impressiona nestas minhas observações, é de que boa parte destas pessoas cursam ou possuem algum curso superior. Há alguns conceitos básicos em relação a geografia que as pessoas realmente não sabem. Como por exemplo: Vamos supor que estamos falando da capital do estado de São Paulo. Muitas pessoas (não estou falando de analfabetos) não sabem a diferença entre o centro da cidade de São Paulo, a Região Metropolitana de São Paulo e a Grande São Paulo. Isto me impressionou por algumas vezes. Mas infelizmente é a realidade.

O estudo citado acima sobre o conhecimento do brasileiro em relação à geografia, mostra que menos da metade da população brasileira sabe encontrar o próprio país (aquele do futebol) dentro do mapa-mundi. Que 50% da população do nosso país não consegue e/ou nem arriscam chutar onde está o Brasil no mapa. Que 2% apontaram a Argentina como sendo o nosso país, que outros 2% citaram a República Democrática do Congo (Isto me faz lembrar um americano que escreveu algo em um quadro branco em nosso país) e que 1% acreditam que o nosso país é o Chade. Significa que daqueles que arriscaram, 3% nem o continente do nosso país conseguiram identificar, apontando o Brasil como sendo um dos países do continente africano.

A pesquisa mostrou também que se o brasileiro não sabe onde está o próprio país, o que dirá dos outros. A pesquisa revelou que 97% dos entrevistados erraram a posição da França no mapa, que 92% não sabem onde estão as ilhas que formam o Japão, e 82 não sabem onde fica a Argentina (muitos devem ter apontado ser no Brasil).

Dentre os estados brasileiros, a pesquisa perguntou onde estavam localizados alguns dos estados brasileiros. E o resultado foi: 55% dos entrevistados com curso superior completo ou incompleto responderam certo, enquanto que apenas 9% dos que não concluíram o ensino fundamental ou são analfabetos acertaram.

Quando separados por grupos de grau de escolaridade, o percentual de acertos dos que tem um ensino melhor naturalmente foi maior do que aqueles que possuem pouca ou nenhuma formação. Mas isto não significa que o ensino brasileiro está bom (dá pra ver claramente pelas porcentagens de acerto da localização do Brasil no mapa).

Este post tem algo de especial (nada bom): Infelizmente, para minha decepção, não consegui encontrar na internet o resultado oficial da pesquisa feita pelo Pulso Brasil. Só encontrei informações quebradas aqui e ali. Sendo que a maior parte dos textos são cópias (literalmente control + c / control + v) de um texto que saiu no site da revista veja, que para mim, está muito resumido. Além disto, devido à minha pressa em publicar, estas informações estão incompletas (pelo menos para mim).

Encontrei em alguns sites alguns dados interessantes. Porém incompletos. Como por exemplo:

Perguntados sobre a localização do estado de São Paulo, a maior porcentagem de acertos ficou na região Sudeste, (considerando que São Paulo fica na região Sudeste, claro) 33% da população entrevistada soube responder. Na região Sul, este percentual caiu para 31%. No Nordeste, apenas 6%. As outras regiões não consegui informações em relação à esta pergunta (vou ficar devendo).

Já quando foi perguntado sobre o Rio Grande do Sul, 58% dos sulistas acertaram (levando em consideração também, que o RS fica na região Sul). Dos entrevistados das regiões Norte e Centro-Oeste 32% acertaram. Enquanto que no Sudeste foi obtido 30% de acerto. No Nordeste, o acerto foi de 11%.

Sobre Brasília, no Norte e Centro-Oeste foi obtido um percentual de 32%, no Sudeste 30% e no Sul 24%. No Nordeste, este percentual foi de apenas 9%.

Sobre o Ceará, os nordestinos obtiveram um percentual de apenas 7% de acerto. As outras regiões, vou ficar devendo.

Para que esta pesquisa tenha informações válidas, para mim,
é preciso saber o grau de escolaridade e a quantidade de pessoas de cada região. Quais os estados foi feita a pesquisa. Quais regiões internas dos estados que foi feita a pesquisa. A idade das pessoas. Enfim, uma série de informações para que eu possa ficar satisfeito. Antes de obter estas informações acima citadas, os dados desta pesquisa não vão passar de observações empíricas.

Favor, quem obtiver as informações que faltam, podem colocar um comentário neste post.

Ou compra ou desce

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Biografia de Edir Macedo esgota e editora prepara mais 160 mil exemplares

Menos de um mês após seu lançamento, a biografia autorizada do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal e dono da Rede Record, esgotou. Foram cerca de 700 mil cópias vendidas até ontem.

[...]

Nas livrarias, "O Bispo..." vem sendo vendido em média por R$ 30. Escrito por Douglas Tavolaro, diretor de Jornalismo da Record, com reportagem de Cristina Lemos, foi feito durante 14 meses, com mais de 100 entrevistados ouvidos.

O livro parte da prisão de Macedo, acusado de charlatanismo e curandeirismo, em maio de 1992. O processo foi arquivado por falta de provas. Hoje, Macedo enfrenta uma nova investigação, que os advogados da Universal e da própria Record consideram "requentada": a Polícia Federal apura a origem dos recursos que permitiram a compra da emissora pela igreja no início da década de 90.


Como será que a biografia dele fala disso:

 

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