MST e a Reforma Agrária

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O nosso país é reconhecidamente uma das nações do mundo que ainda não executou sua reforma agrária. Apesar de termos pouco mais de 500 anos e de sabermos e termos exemplos de países que executaram sua reforma agrária que hoje são economias líderes mundiais, existem exemplos muito bons de formas de se fazer esta reforma agrária pelo mundo. Porém, devido à bancada agrária existente no congresso, tanto na câmara dos deputados quanto no senado, que defende os interesses dos grandes possuidores de terras. Esta bancada é transpartidária, ou seja, independe de partido. Isto deve-se à interesses pessoais e políticos individuais. Os interesses políticos se deve ao fato de os políticos brasileiros receberem verbas privadas para a sua candidatura, seja de empresas ou de fazendeiros, e que quando são eleitos, acabam por defender os interesses dos financiadores da sua campanha, já no caso de interesse privado, o político possui terras e quando possuem normalmente não são poucas e isto é o que gera um claro e óbvio interesse em não aceitar a possibilidade de perda da sua terra.

Enquanto isto, o MST (Movimento dos Sem Terra e maior movimento que luta pela reforma agrária) no Brasil, tentam gerar uma reforma agrária na força, invadindo terras que o movimento julga improdutivas, forçando assim, sem nenhum respaldo das autoridades, a aplicação de uma das leis da constituição que prevê que áreas improdutivas sejam utilizadas para a reforma agrária. A lei existe, mas nem sempre as terras ocupadas são improdutivas e normalmente estas invasões trazem como resultado confrontos, ferimentos e mortes, além de algumas vezes a quebra de leis como sequestro. Como no Brasil as leis não são sempre aplicadas, aparentemente, um crime acaba ocultando o outro, então, todos acabam deixando tudo de lado. Outro grande problema são as denúncias de venda das terras doadas pelo governo aos movimentos, isto ocorre pela desorganização do próprio governo que da tão pouca importância que nem o nome dos assentados (donos das terras doadas) eles possuem. Além disto, quem recebe a terra não recebe ajuda do governo para se manterem em suas terras nem tornar suas terras produtivas, ao menos para a chamada agricultura familiar.
Para mim, o governo deveria fazer realmente uma reforma agrária de uma forma que acabasse de vez com toda essa bagunça em que nos encontramos. Deveria cadastrar todos os participantes dos movimentos de luta pela terra, verificar se os mesmos não possuem bens, levantar todas as terras improdutivas do Brasil e distribuir a terra. Mais simples do que isto, impossível!

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