Rio 40 graus, mostrando todas as suas faces

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O Rio de Janeiro está ficando mais conhecido por todo o mundo mais do que nunca. Primeiro vai ser a cidade que provávelmente irá sediar o encerramento de mais uma copa do mundo no Brasil. Depois, virou a primeira cidade da América Latina a ser escolhida como sede dos Jogos Olímpicos Mundiais. Agora, está bastante conhecida por ser a cidade em que não há guerra declarada, mas que ao mesmo tempo, possui policiais que não carregam pistolas, revólveres e cacetetes, mas fuzis e metralhadoras. Por ser a cidade que o estado não chega em certos pontos, onde praticamente existe um outro país dentro de seu território, algo como Itália e Vaticano, só que neste caso, não há um convívio harmonioso, mas um armado. Onde helicópteros da polícia são derrubados por "civis". E quando o Rio de Janeiro foi dormir pensando em esquecer a Sexta e o Sábado sangrento, eis que surge o Domingo com a notícia de que o coordenador de projetos sociais do grupo Afroreggae, Evandro João da Silva, foi morto.

Então, você deve estar pensando: "Ainda bem que eu não moro no Rio". O problema é que se continuarmos com este pensamento, o que acontecerá é que todo o país que hoje já é afetado não só pela imagem, mas pelo próprio tráfico, será tomado por vários grupos e acontecerá que teremos mais áreas iguais às estas, que o tráfico será dono.

Pior, a culpa é nossa. Queremos sempre ser um povo do mundo, cidadãos do mundo, mas não enxergamos o problema do próximo. Fazemos passeatas pela guerra entre palestinos e israelenses, fazemos festa pela eleição de Obama para presidência dos EUA, pelo fim da guerra do Afeganistão e do Iraque. Nada disto é problema, se não fosse por um detalhe: nenhuma cidade ou estado faz passeata pelo outro. Ou seja, cidadãos de São Paulo, Recife, Porto Alegre, Distrito Federal, Manaus entre outros não pressionam o governo municipal, estadual e federal para que resolvam o problema no Rio.

2 comentários:

Jorge Vieira disse...

onde é que eu assino pezão?!?!?!?!


em 2001, na aula da saudade do 3º ano ensino médio,( eu morrendo de febre), me pediram pra falar pra turma, só lembro que eu terminei falando: "abram os olhos, estamos vivendo uma guerra civil no nosso país", e de lá pra cá as coisas só pioraram

Rafael Roberto disse...

Pois é, aqui vivemos guerra não declarada com detalhes que indicam isso, como o fato dos nossos jornalistas usarem colete a prova de bolas.

 

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